Agora, Bush quer uma ''solução justa''
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sábado, 06 de abril de 2002
France Presse 
Crawford - Os Estados Unidos estão firmemente comprometidos a encontrar uma solução para a crise do Oriente Médio que leve à criação de dois Estados, Israel e Palestina, declarou ontem o presidente George W. Bush em seu discurso semanal radiofônico.
Estados Unidos estão firmemente comprometidos a encontrar uma solução justa no Oriente Médio, disse Bush em seu rancho em Crawford, Texas, onde recebeu o premier britânico Tony Blair.
Essa solução, acrescentou, deve levar à criação de dois Estados, Israel e Palestina, que vivam um ao lado do outro em paz e segurança. Mas essa meta jamais será alcançada através do terrorismo, e sim por um processo político, disse o presidente.
Os dirigentes árabes, os dirigentes palestinos e o povo palestino devem reconhecer que os atentados suicidas conspiram contra a criação de um eventual Estado palestino independente.
Lembrando que o secretário de estado Colin Powell viajará à região nos próximos dias, destacou que não ignorava a dificuldade de sua missão.
Estados Unidos serão sempre um amigo de Israel e reconhecemos o direito de Israel de se defender do terror, repetiu Bush, lembrando que tinha pedido a esse país que detivesse suas incursões nos territórios palestinos.
Bush disse finalmente que a situação do Oriente Médio ocuparia um grande espaço de suas conversas neste fim de semana com Blair.
Brasileiros - O governo brasileiro expressou preocupação com seus cidadãos após o agravamento do conflito israelense-palestino e informou que seus consulados em toda a região do Oriente Médio vão oferecer serviço permanente, em nota difundida pelo ministério das relações exteriores.
A chancelaria expressou ao governo israelense, através da embaixada em Brasília, a preocupação brasileira com a situação de seus cidadãos e a necessidade de que sejam garantidas as condições para efetivar os serviços consulares, diz a nota, referindo-se às embaixadas do Brasil em Tel Aviv, Amã, Beirute, Cairo, Damasco e Kuwait.
Pelo menos dois brasileiros estão em plena área do conflito.
Um é o padre católico Marcos Koneski, que está entre os religiosos que permanecem na basílica da Natividade, em Belém (Cisjordânia), com cerca de 200 palestinos, assinalou ontem a Folha de São Paulo. Não somos reféns, mas não vamos abandonar o santuário, afirmou o padre.
O outro é o líder do MST, Mario Lill, que desde domingo está no quartel-general do presidente palestino Yasser Arafat em Ramallah.


