Crawford - Os Estados Unidos estão ‘‘firmemente comprometidos’’ a encontrar uma solução para a crise do Oriente Médio que leve à criação de ‘‘dois Estados’’, Israel e Palestina, declarou ontem o presidente George W. Bush em seu discurso semanal radiofônico.
‘‘Estados Unidos estão firmemente comprometidos a encontrar uma solução justa no Oriente Médio’’, disse Bush em seu rancho em Crawford, Texas, onde recebeu o premier britânico Tony Blair.
‘‘Essa solução’’, acrescentou, ‘‘deve levar à criação de dois Estados, Israel e Palestina, que vivam um ao lado do outro em paz e segurança’’. Mas ‘‘essa meta jamais será alcançada através do terrorismo’’, e sim ‘‘por um processo político’’, disse o presidente.
‘‘Os dirigentes árabes, os dirigentes palestinos e o povo palestino devem reconhecer que os atentados suicidas conspiram contra a criação de um eventual Estado palestino independente’’.
Lembrando que o secretário de estado Colin Powell viajará à região nos próximos dias, destacou que não ignorava a dificuldade de sua missão.
‘‘Estados Unidos serão sempre um amigo de Israel e reconhecemos o direito de Israel de se defender do terror’’, repetiu Bush, lembrando que tinha pedido a esse país que detivesse suas incursões nos territórios palestinos.
Bush disse finalmente que a situação do Oriente Médio ocuparia um grande espaço de suas conversas neste fim de semana com Blair.
Brasileiros - O governo brasileiro expressou preocupação com seus cidadãos após o agravamento do conflito israelense-palestino e informou que seus consulados em toda a região do Oriente Médio vão oferecer serviço permanente, em nota difundida pelo ministério das relações exteriores.
A chancelaria expressou ao governo israelense, através da embaixada em Brasília, ‘‘a preocupação brasileira com a situação de seus cidadãos e a necessidade de que sejam garantidas as condições’’ para efetivar os serviços consulares, diz a nota, referindo-se às embaixadas do Brasil em Tel Aviv, Amã, Beirute, Cairo, Damasco e Kuwait.
Pelo menos dois brasileiros estão em plena área do conflito.
Um é o padre católico Marcos Koneski, que está entre os religiosos que permanecem na basílica da Natividade, em Belém (Cisjordânia), com cerca de 200 palestinos, assinalou ontem a Folha de São Paulo. ‘‘Não somos reféns, mas não vamos abandonar o santuário’’, afirmou o padre.
O outro é o líder do MST, Mario Lill, que desde domingo está no quartel-general do presidente palestino Yasser Arafat em Ramallah.

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