Agentes se revoltam contra sindicância da CMTU
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
Com a divulgação do resultado dos trabalhos da sindicância interna da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina instaurada para apurar cancelamentos indevidos de multas de trânsito, agentes de trânsito se uniram ao principal implicado nas denúncias - o diretor de Trânsito e Transporte, Wilson Santos de Jesus - para cobrar a anulação das conclusões da comissão. Ontem de manhã, os agentes se reuniram com o prefeito Joaquim Ribeiro (PSC), que apenas os ouviu. À tarde, ameaçavam paralisar as atividades e fechar ruas próximas da CMTU se o presidente da companhia, Octávio Cesário Pereira Neto, não os atendesse. Porém, o presidente se reuniu com os agentes por volta das duas horas da tarde e o serviço de fiscalização de trânsito somente foi retomado às 16 horas.
Antes do encontro, agentes afirmavam que houve ilegalidades na formação da comissão de sindicância, por ter sido presidida por um funcionário comissionado, o advogado Davidson Santiago Tavares, e por não ter sido composta por alguém com conhecimento sobre infrações de trânsito. A categoria também reclamava que a comissão não ouviu os agentes que teriam cancelado multas. A sindicância apontou envolvimento de quase 50 funcionários da CMTU em supostos casos de cancelamento irregular de multa.
Ao final da reunião, um dos agentes, Régis Elias Nicolau Leite, foi sucinto ao conversar com os jornalistas. Disse que ninguém tinha tido acesso ao relatório da sindicância e que o presidente da CMTU afirmou que a auditoria anunciada anteontem alcançaria também os trabalhos da sindicância. ''O presidente da companhia disse que fará a auditoria na própria elaboração da sindicância pois há suspeitas de que ela tenha sido viciada'', disse Leite. ''Os agentes é que fizeram as denúncias de irregularidades no cancelamento de multas.''
A auditoria, conforme anúncio de Pereira Neto na quinta-feira, seria feita em 3,5 mil multas que teriam sido indevidamente canceladas entre 2008 e 2012 pelos membros do Conselho Fiscal da CMTU e nada foi declarado àquela ocasião sobre auditar a sindicância.
Pereira Neto não quis atender a imprensa ontem. Afirmou apenas, através do portão do prédio da companhia, que ''tudo o que eu disse ontem (anteontem) está mantido''. Uma das coisas que havia prometido é que ontem seriam abertos os processos disciplinares contra os suspeitos. A assessoria de imprensa da companhia informou que não conseguiu falar com Pereira Neto para saber se os processos foram instaurados.


