Agentes públicos em Cambé são suspeitos de desvio de dinheiro
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de novembro de 2011
Edson Ferreira <br> Reportagem local <br> 
O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) indiciou três pessoas ligadas à administração municipal de Cambé pelo crime de peculato - desvio de dinheiro público em proveito próprio ou alheio. Segundo as investigações, que estão sob segredo de Justiça em relação aos nomes dos envolvidos, os indiciados não conseguiram comprovar o uso lícito de R$ 6 mil repassados, no ano de 2009, a uma empresa que mantinha contrato de prestação de serviços com a prefeitura. De acordo com o delegado do Gaeco Alan Flore ''as pessoas ouvidas no curso da investigação tentaram demonstrar que o dinheiro foi utilizado para uma espécie de sub-terceirização, mas não apresentaram documentos que comprovassem essa afirmação''.
O inquérito civil foi instaurado em junho deste ano no decorrer da Operação Antissepsia, que apurou desvio de recursos públicos através de contratos da prefeitura de Londrina com os institutos Gálatas e Atlântico. Na ocasião houve prisões de agentes públicos e apreensões de documentos e computadores. Num notebook apreendido num escritório de contabilidade em Cambé, estava armazenado um vídeo em que um agente público recebe dinheiro do dono da empresa indiciada.
Na segunda-feira, o presidente da Câmara de Cambé, Conrado Scheller (DEM), deve apresentar no plenário requerimento pedindo ao Executivo a apresentação do contrato com a empresa investigada e a comprovação dos serviços prestados. ''Considero um absurdo a decretação do sigilo nesta investigação, pois a sociedade precisa saber quem desviou dinheiro público.'' Ele afirmou que o Legislativo pode iniciar uma investigação sobre o caso. A prefeitura de Cambé disse, através de nota, que a Procuradoria está acompanhando as investigações para ''subsidiar o inquérito administrativo''. O inquérito agora vai ser encaminhado para o Ministério Público para oferecimento de denúncia à Justiça.


