Agentes de endemias continuam em greve
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sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Paula Barbosa Ocanha<BR>Reportagem Local 
Os agentes de combate à dengue de Londrina prometem continuar em greve até que o pagamento dos vales transporte e alimentação sejam pagos. Cerca de 50 representantes da categoria tiveram uma reunião, no início da tarde de ontem, com o prefeito Barbosa Neto (PDT) e cobraram uma solução para o problema. As partes concordaram que o depósito do dinheiro será feito na quarta-feira.
O delegado do Sindicato dos Agentes de Endemia e Saúde (Sindacs), Cleiton Nogueira, afirmou que a classe ficou insatisfeita com a espera de mais dois dias, mas que a reunião com o prefeito acalmou os trabalhadores. ''Já ficamos contentes com o convite do prefeito e por ele estar disposto a nos ajudar. O acordo foi que a gente ficará em greve até a gente receber, e estamos esperando que ele cumpra o que prometeu'', afirmou.
Uma das maiores preocupações dos agentes é a prova seletiva que terão que fazer, já que a Prefeitura resolveu municipalizar o serviço. ''Todo mundo está apreensivo com esse teste seletivo. E mais, depois do teste queremos saber se haverá a quebra de contrato com o Ciap, para que a gente receba todos os nossos benefícios'', ressaltou Nogueira.
Em coletiva à imprensa, Barbosa Neto afirmou que a prova é necessária, mas os atuais agentes têm vantagem em relação aos demais concorrentes. ''Um terço da prova é de questões sobre o dia a dia da profissão, e isso eles já sabem. Eu não posso garantir que todos serão contratados pela Prefeitura, mas estaria cometendo improbidade administrativa se não fizesse essa prova. Temos que cumprir a lei'', explicou.
Segundo Barbosa Neto, a Prefeitura não ultrapassará o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) contratando os agentes. ''Tomamos todo o cuidado para que isso não aconteça. Por isso até que demoramos para fazer esse anúncio, os cálculos estavam sendo efetuados. Nós acreditamos que podemos fazer essa absorção sem ultrapassar a lei, e isso mostra a nossa boa vontade e que somos contra a qualquer tipo de terceirização'', concluiu.


