Agentes da CMTU são suspeitos de falso testemunho
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domingo, 18 de novembro de 2012
Danilo Marconi <br>Reportagem Local 
O Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimento para investigar a atuação de dois agentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) suspeitos de falso testemunho em uma ação julgada mês passado na 3 Vara do Trabalho de Londrina. A Controladoria do Município também apura o fato e pode pedir a exoneração da dupla.
O autor da ação que gerou os testemunhos, agente Regis Elias Nicolau Eid, cobrava R$ 23 mil de indenização por diferenças salariais entre os agentes de transporte e de trânsito, adicionais de periculosidade e insalubridade. Mas, o juiz Giancarlo Ribeiro Mroczek justificou que a implantação do plano de cargos, carreiras e salários (PCCS), em 2006, regularizou as distorções salariais entre as duas categorias. Os outros indeferimentos foram embasados em laudos periciais. O autor foi condenado a pagar R$ 650 dos honorários periciais, mas ainda pode recorrer da decisão. Além disso, no despacho, o juiz faz um alerta: que duas testemunhas arroladas pelo autor ''inferem-se em grave contradição, havendo fortes indícios inclusive de prática, em tese, do delito de falso testemunho''.
As contradições das testemunhas, relata o juiz, foram ''aferidas entre os depoimentos prestados perante este juízo e diante do juízo da 2 Vara do Trabalho deste Fórum e, ainda, junto ao Ministério Público do Estado, evidente a intenção das testemunhas em favorecer o autor da presente ação''.
A reportagem não conseguiu contato com os dois agentes suspeitos de falso testemunho. A advogada Mirian Aparecida, que defende o agente Regis, confirmou que recorreu da decisão, mas esclareceu que, sobre o caso de suposto falso testemunho, ''é melhor você falar com eles''.
A direção da CMTU encaminhou o caso à Controladoria do Município. ''Houve uma consulta ao (departamento) jurídico e à Controladoria. Estamos tratando o caso com maior lisura possível para que não haja nenhum tipo de exagero por parte da administração, mas há uma quebra de confiança dos funcionários'', argumentou o diretor administrativo-financeiro da CMTU, Alexsander Fermino.


