Há fortes indícios de que pelo menos duas multas foram canceladas irregularmente pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Cópias das duas infrações estão no meio dos inúmeros documentos recolhidos, na sede do órgão, pelos promotores do Ministério Público e pelos policiais do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na última quinta-feira (1º).

Os dois agentes, pressionados para 'quebrar' as multas, estavam em estágio probatório. Ou seja, ou os funcionários cancelavam as multas ou não seriam efetivados. A informação foi confirmada, em entrevista coletiva hoje (8), pelo coordenador do Gaeco, promotor Claudio Esteves.

Pelo menos três assessores da CMTU já tiveram os nomes citados durante as investigações. A ex-coordenadora dos agentes e atual funcionária do setor de Operações da companhia, Maria do Socorro, teria feito a intermediação entre os fiscais pressionados e os diretores responsáveis pela pressão. A funcionária deixou o cargo no setor após o início da investigação.

Já o servidor administrativo do setor de Trânsito, Rogério Duque, teria determinado o cancelamento de uma multa aplicada à sua esposa por excesso de velocidade. Duque tirou licença após se ver envolvido no caso. Por fim, o coordenador de fiscalização da Lei Cidade Limpa, Maurício Teixeira, teria se auto-livrado de uma multa, após ser flagrado andando de carro sem cinto de segurança, e, além disso, estaria envolvido no cancelamento de uma infração aplicada contra o seu pai. Ele é o único funcionário envolvido que continua trabalhando normalmente na CMTU.

Com informações do repórter Guilherme Batista, do Portal Bonde.

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