A maioria dos agentes de trânsito e de posturas da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina assinou um documento de apoio ao presidente da companhia, Carlos Geirinhas, e se prontificou a pagar pela vacina contra o vírus H1N1, custeada pela CMTU. Cada dose custou R$ 50 e, no total, a companhia gastou R$ 10,6 mil com 212 vacinas para todos os funcionários.
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público considerou a compra ilegal, com o argumento de que o dinheiro público não poderia ser gasto com esta finalidade. Geirinhas, após prestar depoimento ao Ministério Público (MP), na última terça-feira, demonstrou-se abalado, reconheceu possível ilegalidade e não descartou ressarcir os cofres da CMTU.
O agente Edson Duarte, que participou de reunião ontem de manhã com Geirinhas, disse que o apoio se deu pela possibilidade do presidente deixar o cargo. "Nos propusemos a pagar pela vacina para que o presidente não arque com tudo sozinho e para que permaneça no cargo. Recebemos a vacina e cada um pagaria sua dose. Mas o presidente nos disse que, se for comprovada a ilegalidade, irá devolver todo o dinheiro sozinho."
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) negou que Geirinhas tenha pedido demissão, mas reconheceu que o questionamento sobre a legalidade da compra "abalou seu entusiasmo". "Acredito totalmente na boa intenção do presidente da CMTU e estamos aguardando o posicionamento final do Ministério Público sobre a compra das vacinas", declarou Kireeff.

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