Agente fala em pressão não explícita
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terça-feira, 13 de março de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
Demitido no começo de setembro do ano passado da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, o ex-agente municipal Leonardo Francisquini prestou depoimento ontem ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre o suposto esquema de cancelamento irregular de multas de trânsito. Segundo o promotor Jorge Barreto, ele pouco pôde acrescentar às investigações, ''tendo confirmado em parte as informações que já tínhamos''.
À imprensa, Francisquini disse que, devido à pressão exercida por superiores hierárquicos, agentes são levados involuntariamente a prevaricar, deixando de multar certas pessoas ou mesmo cancelando multas. ''Há uma pressão, que pode ser velada, e o agente involuntariamente prevarica. Dependendo da pessoa que estava no veículo, dependendo do local que estava autuando, o agente se sente intimidado'', disse.
A pressão ocorreria pelo fato de os agentes não terem estabilidade, mesmo sendo concursados. Somente no ano passado, coforme já publicou a FOLHA, cinco agentes foram demitidos, sendo três sem justa causa. Outros dois foram acusados pela CMTU de ''prestar falso testemunho'' em ação trabalhista contra a companhia, mas, nem mesmo o Judiciário entendeu tais depoimentos como falsos. Por ser sociedade de economia mista, a CMTU se apoia em súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que permite a demissão de funcionários sem justa causa. Um agente conseguiu, após ação do Ministério Público do Trabalho, ser reintegrado ao cargo na CMTU.


