Agenda diversa faz homenagens ao jornalista
Exposições fotográficas e de artes plásticas, mostra de cinema e a repetição de um culto ecumênico que, em 1975, reuniu milhares de pessoas na Catedral de São Paulo, na Praça da Sé, Área Central da metrópole.
É vasto o leque de homenagens aos 30 anos da morte de Vladimir Herzog a serem abertas esta semana, na capital paulista. A parte cinematográfica uma das paixões de Vlado, além do jornalismo contará com filmes com a temática dos Direitos Humanos, em exibição no Cine Sesc. Ao todo, serão dez dias de películas.
Outra iniciativa é a exposição de fotos temáticas da vida e morte do jornalista que apareceu enforcado em uma das celas do Doi-Codi, em 25 de outubro de 1975. Participam da mostra expositores como a repórter fotográfica Elvira Alegre, de Londrina (leia texto nesta página).
No dia 20, a data será lembrada com um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), na Sala São Paulo (Centro), com a presença do Coral Mundial pela Paz. No domingo, dia do referendo sobre a comercialização de armas de fogo no País, a Catedral da Sé recebe às 16 horas novamente um culto ecumênico lembrando a morte de Herzog, com a participação de representantes de diversas religiões. O vice-presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Audálio Dantas, considera esse o ponto alto da agenda.
Encerrando as atividades de comemoração, no dia 25 um grupo de 35 artistas plásticos expõem intervenções criadas a partir de blocos de anotações ferramenta-símbolo do jornalista. Será em salas onde funcionavam, no regime militar, as celas do antigo Departamento de Ordem Política Social (Dops), na Praça General Osório (próximo à Estação da Luz). ''É não apenas em memória de Vlado, mas de todos aqueles que tombaram nesse período negro da História do Brasil'', justifica Dantas, integrante da comissão que organiza as homenagens póstumas ao colega. (J.G.)





