Agências vistoriam indústrias nucleares brasileiras
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 14 de abril de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle (Abacc) começaram ontem a vistoriar as instalações das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende, no Rio de Janeiro. Essa é a segunda inspeção do ano e ocorre em meio à polêmica entre a AIEA e o governo brasileiro a respeito da ultracentrífuga de enriquecimento de urânio. A agência internacional - órgão das Organizações das Nações Unidas - pede acesso irrestrito ao equipamento criado no Brasil, mas o governo não permite, sob argumento de proteção da tecnologia nacional.
Os sete fiscais - dois da agência, três da Abacc e dois da Comissão Nacional de Energia Nuclear - passaram o dia na Unidade 1, onde é feita a montagem do elemento combustível. Atualmente, os técnicos da INB trabalham para fazer a terceira recarga de Angra 2, quando um terço do núcleo do reator é substituído. Os inspetores verificaram se o material utilizado tem a mesma quantidade e grau de enriquecimento ao declarado à agência pela INB.
Eles também fazem auditoria nos documentos, registros contábeis e operacionais. A visita dos técnicos da AIEA e da Abacc começaram terça-feira, na usina de Angra 2, e deve terminar na segunda-feira. A fábrica de enriquecimento de urânio - que deve começar a funcionar em outubro - não foi incluída na inspeção.


