Sancionado o Plano Municipal de Saneamento, a próxima etapa na política municipal de saneamento em Londrina será a criação de uma agência reguladora responsável pela fiscalização dos serviços abrangidos pelo plano. Pela lei, a regulação é independente para tomar decisões, com autonomia administrativa, orçamentária e financeira, com atribuições como estabelecimento de normas, metas, tarifas do serviço, além de penalidades e ações que visem a coibir eventuais abusos. É a entidade, também, quem definirá as normas sociais que abrangerão os serviços - caso de tarifas diferenciadas, por faixa de renda.
A criação da agência reguladora também precisa ser aprovada no Legislativo. De acordo com o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), André Nadai, o assunto ''já está sendo trabalhado'' a fim de se criar um modelo ''que não cause problemas''. ''Até o final do ano, no máximo, isso fica pronto'', definiu. ''Vai ser algo independente do Município, ainda que um primeiro recurso venha dos cofres municipais. Depois, a agência se mantém com verba própria (oriunda de taxas de serviço das empresas que explorarem o sistema), até porque vai fiscalizar a CMTU, o Município e as prestadoras de serviços'', afirmou. (J.G.)

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