Agência de NY sofreu multa de US$ 75 mil
Curitiba Órgãos de controle do sistema financeiro brasileiro e norte-americano já tinham indícios de irregularidades na agência do Banestado em Nova York em 1998. A informação foi repassada ao jornal ''Folha de S.Paulo'' pela diretora de Fiscalização do Banco Central (BC), Teresa Grossi.
Segundo Teresa, em 1995 e 1996 o BC enviou uma missão aos EUA para fiscalizar agências bancárias. Eles teriam percebido que a agência tinha uma grande lucratividade com cobranças de taxas de serviço apesar do pequeno volume de clientes e operações de crédito, mas não tiveram acesso a especificação dos serviços prestados devido a barreiras impostas pela legislação americana.
Segundo a ''Folha'', a investigação coordenada pelo procurador da República Celso Três levantou a suspeita na direção do BC de que a agência seria o destino do dinheiro enviado por contas CC-5 brasileiras.
Com a suspeita, iniciou-se em 1998 uma investigação em conjunto entre o BC e o Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão que supervisiona os bancos estrangeiros nos EUA. Baseado na mesma legislação, os advogados do Banestado vetaram a participação do BC nas diligências, alegando que as informações seriam sigilosas para instituições brasileiras.
Meses após a investigação, a agência de NY foi fechada. O resultado das buscas do OCC não foi divulgado, mas segundo a ''Folha'', o órgão aplicou uma multa de US$ 75 mil à agência. Segundo o acordo, a multa seria paga sem o banco ''admitir ou negar qualquer irregularidade''. Presidente do Banestado na época da multa, o secretário estadual da Administração Reinhold Stephanes, disse à ''Folha de S.Paulo'' não se recordar dos motivos que levaram à multa. Ele disse não acreditar que a multa seria devido a lavagem de dinheiro.





