Agajan renuncia ao cargo de secretário de Saúde
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terça-feira, 13 de abril de 2010
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Um dia após a audiência pública que discutiu o financiamento do sistema público de Saúde de Londrina e que deixou diretores de hospitais surpresos com o resultado da auditoria, o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, deixou o cargo. O anúncio foi feito na tarde de ontem pelo próprio prefeito Barbosa Neto (PDT) em seu gabinete.
Mesmo com rumores de que seu cargo estava por um fio e com o clima depois da audiência pública, Agajan alegou que está saindo de livre e espontânea vontade. ''Deixo o cargo por motivos familiares, não há nenhum tipo de pressão. Até pelo contrário, o prefeito pediu que continuássemos com o trabalho. Essa é uma decisão que já venho amadurecendo e tomo num momento oportuno'', declarou. O ex-secretário assumiu o cargo no início do mandato de Barbosa Neto em maio do ano passado sobre críticas da Associação Médica de Londrina (AML). A entidade se posicionou contra a indicação de Agajan alegando que Barbosa não considerou uma lista tríplice elaborada pela AML para comandar a Saúde.
Em meio a uma possível crise no atendimento nos hospitais filantrópicos, em seu discurso, Agajan diz que sai com a sensação de dever cumprido. ''A situação da Saúde está caminhando de uma forma melhor. Londrina está recebendo um teto a mais, houve agora a criação de novos cargos para médicos plantonistas. Temos a questão da gripe A e da dengue mais ou menos sob controle'', acrescentou o ex-secretário.
Por sua vez, o prefeito Barbosa Neto diz que foi pego de surpresa com a renúncia de Agajan e não economizou elogios. ''Recebi sua carta de renúncia hoje, uma decisão que eu lamento profundamente, pois será um grande desfalque em nossa equipe. Além de um excelente técnico, considero que foi o melhor secretário de Saúde que Londrina já teve.'' O prefeito não citou nenhum nome para substituir Agajan, nem mesmo provisoriamente.
Corte de comissionados
Barbosa Neto anunciou ainda um projeto de lei, que será encaminhado à Câmara, para extinção de 54 cargos comissionados da administração direta e a criação de 18 cargos para médicos plantonistas, com o objetivo de reforçar as unidades de Saúde. Segundo o secretário de Governo, Jair Gravena, com a extinção desses cargos haverá uma economia de cerca de R$ 1,4 milhão para ser destinado ao provimento da contratação dos médicos. Dinheiro, no entanto, que até hoje estava previsto no orçamento do município.
Sobre a discrepância entre os valores de dívidas que alegam os hospitais filantrópicos e o que levantou a auditoria, Barbosa defendeu que agora está nas mãos do Ministério Público dizer quem está falando a verdade. ''Os números são públicos para quem quiser ver.''


