Casado com uma sobrinha em primeiro grau de seu padrinho político, o ex-vereador Orlando Bonilha (PR), o agora ex-superintendente da Acesf Osvaldo Moreira Neto disse ontem ter entregado a administração ''com um bom trabalho, inclusive com superávit''. ''Peguei a autarquia (das mãos de Sérgio Plínio, em 2005, também indicação de Bonilha) com déficit de R$ 300 mil e entrego com R$ 700 mil positivo nesse período.'' Moreira Neto elencou medidas administrativas como a troca de veículos, a construção de jazigos conjugados no Cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte) e a reforma e a administração da sede administrativa da autarquia como ações que marcarão sua gestão à frente da pasta. Com segundo grau, ele ganhava salário de R$ 6,7 mil e já havia ocupado, antes da Acesf, os postos de assessor da Presidência e diretor-geral na Câmara, durante a presidência de Bonilha.
Sobre a onda de denúncias das quais a Acesf vem sendo alvo, nos últimos dias, quanto à suposta coação de funcionários pela aquisição de serviços de tanatopraxia, minimizou: ''Essa é uma onda de denuncismo, de gente que reclama até mesmo dos valores das urnas funerárias. A Acesf é um serviço especial para um dos momentos mais tristes da nossa vida. Acontece, por exemplo, de a pessoa chegar ali com o sentimento mais aflorado, comprar uma urna de R$ 800 e, depois que aquele sentimento passou, volta lá porque descobre que tinha urna mais barata, ou isenção do pagamento. Mas o funionário sempre orienta'', garantiu. (J.G.)

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