'Afastamento custou minha reeleição', diz Jamil
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O juiz substituto do Tribunal de Justiça (TJ) Rogério Ribas aceitou o agravo de instrumento ingressado pela defesa do vereador Jamil Janene (PMDB) e cassou, no mérito, a liminar que em junho o afastara do posto pela ação civil pública de improbidade referente ao caso Caldarelli. A ação do Ministério Público (MP), impetrada contra nove vereadores da legislatura 2005/2008, foi apresentada também na esfera criminal. Com a decisão do juiz substituto, no despacho datado do último dia 11, fica mantido o efeito suspensivo já concedido pelo desembargador do TJ Rosene Arão.
O afastamento aos denunciados, em atendimento à liminar solicitada na ação do MP, fora imposto pelo juiz da 1 Vara Cível, Mauro Henrique Ticianelli, que viu a medida ser reformada no TJ também para o presidente da Câmara, Sidney de Souza (PTB). A ação cita ainda Gláudio Lima (PT), que teve negado o afastamento, os afastados Luiz Carlos Tamarozzi (PTB), Renato Araújo (PP), Osvaldo Bergamin (sem partido) e Flávio Vedoato (PSC), além dos ex-vereadores Orlando Bonilha e Henrique Barros (ambos sem partido). Os nomes dos supostos beneficiados com propina - o que todos negaram - foram apresentados por Bonilha.
Na decisão de mérito, o juiz de segundo grau considerou que o pleito inicial pelo afastamento ''apenas dá a entender serem firmes os indícios de envolvimento do vereador (...), mas sem mostrar que este poderá vir a interferir negativamente na instrução processual''.
Depois de vociferar em plenário contra a imprensa, expondo a decisão que lhe fora favorável em relação à liminar - mas não ao mérito do processo, que está sob análise do juiz da 1 Vara Cível -, Jamil disse que o afastamento teria sido a causa de ele não ter sido reeleito em outubro para o terceiro mandato. ''Por causa dessa ação do MP eu perdi meu mandato de vereador, perdi minha eleição, pois o MP confiou na fala do ex-vereador (Bonilha), que não apresentou provas contra mim, e não na minha.''
Indagado se acredita em decisão favorável também nas três ações a que responde, Jamil respondeu: ''Estou pedindo para os juízes me julgarem o mais rápido possível nessas ações. Aceitar as ações, eles já aceitaram - o que espero é que as investigações sejam feitas com sabedoria, em cima de provas, não em cima da palavra de quem acusa sem provas.''


