Afastamento causa confusão Lino Ramos e Osmani Costa De Londrina O afastamento do delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Képes Noronha (leia na página 4), provocou confusão sobre as investigações da Polícia Civil em relação ao escândalo AMA-Comurb, em que o prefeito Antonio Belinati (PFL) é acusado de envolvimento. Na semana passada, Noronha enviou ofício ao delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Wanderci Corral Fernandes, solicitando o envio a Curitiba dos 13 inquéritos sobre as denúncias, que estavam sendo presididos pelo delegado Joaquim Antonio de Melo, do 4º Distrito Policial. Mais de 20 pessoas foram indiciadas pelo delegado por peculato, formação de quadrilha e falsificação de documentos públicos e privados, entre outros crimes. Ontem à tarde, o novo delegado-geral da Polícia Civil, Marco Antonio Lagana, não tinha conhecimento da decisão de Noronha, afastado pelo governador Jaime Lerner no período da manhã, quando foi acusado de envolvimento com o crime organizado, em depoimentos à CPI do Narcotráfico. ‘‘Por enquanto não tenho conhecimento disso e não posso adiantar nada. Normalmente isso acontece para designar um delegado especial para cuidar só do caso’’, informou. Lagana disse que iria conversar com o próprio Noronha sobre o assunto. O promotor Cláudio Esteves, da Promotoria de Investigações Criminais de Londrina, adiantou que o Ministério Público vai pedir explicações à Polícia sobre a decisão de avocar os inquéritos sobre o caso AMA-Comurb para Curitiba. ‘‘Enquanto não formos informados não poderemos avaliar essa situação’’, resumiu. O delegado Joaquim de Melo espera que haja a nomeação de um delegado especial para o caso. Segundo ele, o 4º Distrito tem capacidade para 25 presos e atualmente abriga 50. Além disso existem cerca de 400 inquéritos em andamento. Melo enviou à Curitiba 13 inquéritos com mais de 12 mil páginas sobre o caso AMA-Comurb.