Curitiba - O Tribunal de Contas (TC) do Paraná oficializou ontem o afastamento, em caráter liminar, do conselheiro e ex-deputado estadual Fabio Camargo. Segundo o órgão, com o afastamento de suas funções, o conselheiro deixa de receber o salário de R$ 19,5 mil líquido (R$ 31 mil bruto) por não estar exercendo o cargo, até que o julgamento do mérito da questão seja realizado. O TC também informou que Camargo já devolveu o carro e o celular do tribunal que estava utilizando.
A notificação com a decisão liminar, concedida pela desembargadora do Tribunal de Justiça (TJ) Regina Portes, chegou ontem à tarde ao TC e foi acatada de imediato pelo presidente Artagão de Mattos Leão, que designou os auditores Ivens Linhares, para as sessões do Tribunal Pleno, e Sérgio Valadares Fonseca, para os julgamentos da 2ª Câmara. Ao mesmo tempo, a presidência passa a responder pela superintendência da 7ª Inspetoria de Controle Externo, que era de responsabilidade do conselheiro Camargo. Os funcionários do gabinete de Fabio (tanto os concursados quanto os comissionados) seguem trabalhado em conjunto com os auditores que foram designados.
Fabio Camargo esteve em Brasília na quinta-feira prestando depoimento como investigado em um inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação apura suposto tráfico de influência na sua eleição para a vaga no TC. Também na quinta-feira, o deputado estadual Plauto Miró (DEM) depôs no STJ como testemunha. Ele foi o segundo colocado na votação realizada pela Assembleia Legislativa (AL), no mês de julho, para a vaga ao TC.

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