Afastado administrador de massa falida em Guarapuava
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de junho de 2013
José Lazaro Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná que afastou Marcelo Zanon Simão da administração da massa falida da madeireira GVA (Guarapuava) levou, ontem, o deputado estadual Fábio Camargo (PTB) à tribuna da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. A família Simão e o político tem um histórico de troca de acusações decorrente da CPI das Falências, realizada pela AL em 2011 e presidida por Camargo. O deputado afirmou que os escritórios de advocacia dos Simão "detinham as principais falências do Estado e as mais rentáveis".
"Eles estiveram por quase uma década à frente de diversas administrações e cresceram muito nos últimos cinco anos, se tornando quase uma unanimidade no Paraná", declarou Fábio Camargo. Além de Marcelo, Fábio Simão (irmão) e Rubens Simão (pai) também atuam na administração de massas falidas no Estado.
FOLHA tentou localizar o advogado de Marcelo Zanon Simão, Alexandre Salomão, para ele comentar a decisão da 18ª Câmara Cível do TJ, que negou agravo de instrumento interposto por Marcelo, com o objetivo de ele continuar na direção da falência judicial da GVA. Não houve retorno dos telefonemas. A reportagem não conseguiu detalhes sobre os motivos do afastamento de Marcelo Zanon Simão.
Nessa semana, o Conselho Nacional de Justiça faz correição no Paraná para apurar irregularidades na administração de falências judiciais. Quando uma empresa "quebra", seu patrimônio fica sob a guarda de uma administração delegada pelo Judiciário, cuja obrigação é conter a depreciação dos bens e pagar os credores e funcionários. Por esse serviço, os administradores podem ser remunerados.


