Agência Estado
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Hangar fechado da empresa Sersan, em Brasília: aviões sob suspeitaO Ministério da Aeronáutica começou ontem a rastrear os aviões que estão em nome do deputado Sérgio Naya (PPB-MG), da empresa Sersan, construtora do edifício Palace 2, que desabou durante o carnaval, e da Sersan Táxi-Aéreo. A Aeronáutica vai apreender todos aviões para impedir que o deputado saia do País, conforme determinação do juiz da 20ª Vara Cível do Rio, Rogério de Oliveira e Souza. Segundo fontes do ministério, a partir de hoje todas as aeronaves que pertençam a Naya estarão sob custódia.
O rastreamento começou ontem mesmo. O ministro da Aeronáutica, Lélio Lobo, que estava no Rio quando a liminar da justiça foi concedida aos moradores do Palace 2, não esperou os trâmites burocráticos. Ele se reuniu anteontem à noite com o diretor geral do Departamento de Aviação Civil (DAC), brigadeiro Masao Kawanami, que acionou todos os escritórios regionais do DAC.
Ontem, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) informou que o incêndio ocorrido no aeroporto Santos Dumont, no Rio, no mês passado, e que atingiu a sede do DAC, não destruiu os documentos sobre os aviões. O Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) foi recuperado e será por meio dele que o governo pretende saber quantas são e onde estão as aeronaves do deputado.
No Ministério da Aeronáutica ninguém sabe informar se Naya comprou um jato Challenger, há 15 dias. ‘‘Se ele já estiver em território brasileiro, com certeza será também apreendido’’, garantiu uma fonte. Ontem, o hangar da Sersan Táxi-Aéreo, localizado a poucos metros do hangar da Polícia Federal, no aeroporto Internacional de Brasília, estava fechado.

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