Brasília - O Comando da Aeronáutica entrega na terça-feira à Justiça Militar da Bahia o Inquérito Policial-Militar (IPM) que apurou as denúncias de que documentos da época do regime militar teriam sido queimados na Base Aérea de Salvador. O IPM, presidido pelo brigadeiro Ramon Borges Cardoso, concluiu que os papéis encontrados num local abandonado na Base Aérea foram levados para lá depois de queimados. A conclusão do IPM, que foi aberto em 12 de dezembro para investigar a denúncia de que a Força Aérea estaria destruindo documentos da época da ditadura militar, foi obtida com base na perícia feita pela Polícia Federal (PF).
O IPM, que durou quase dois meses, concentrou as investigações na apuração sobre se os documentos haviam sido destruídos pela ação do fogo, na Base Aérea, como informava a denúncia, o que não foi constatado. O inquérito não chegou à conclusão de como os documentos, consumidos pelo fogo fora da Base, chegaram à unidade militar e foram colocados naquele local apresentado pela filmagem da Rede Globo de Televisão, à época. Este tema será objeto de um outro tipo de apuração da Força Aérea, uma vez que se constatou que os militares acreditam que houve manipulação de material indevido, não se sabe exatamente com que intenção.
Com base na perícia da PF, o IPM assegura que os documentos foram incendiados em outro local, que não na Base, mas também não especifica se encontrou o lugar onde teria sido ateado fogo neles.

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