Aécio repete tese da discriminação ao Paraná
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - O candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB) desconversou sobre a possibilidade de contar com o PMDB em sua base de apoio caso seja eleito no dia 26 de outubro. "Não pensei nisso. A minha relação são com aquelas forças políticas que estão ao nosso entorno, não apenas políticas e partidárias, mas da sociedade brasileira", despistou. Pela quarta vez desde o início da campanha eleitoral, ele esteve ontem no Paraná, onde participou de um encontro com lideranças, na ExpoUnimed, e de uma visita à Pastoral da Criança, ambos os compromissos em Curitiba.
No primeiro turno, as alianças de Dilma Rousseff (PT) com José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) foram duramente criticadas por Marina Silva (PSB), que domingo anunciou apoio ao tucano. Aécio também contou que conversou por telefone com a ex-ministra do Meio Ambiente e que planeja encontrar pessoalmente com ela ainda nesta semana. A data, contudo, ainda não está definida. "Ela (Marina) tocou fundo no meu coração, porque não é um apoio eleitoral, uma manifestação formal. É uma decisão dela, corajosa, a favor do Brasil", disse, garantindo que, se a pessebista estivesse em seu lugar no segundo turno, estaria ao lado dela sem a menor dúvida.
O ex-governador de Minas Gerais chegou ao ExpoUnimed de helicóptero, por volta das 13 horas, ao lado do governador reeleito Beto Richa (PSDB) e dos senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e José Serra (PSDB-PR). Assim como nas outras visitas que fez ao Estado, reiterou que, se eleito, acabará com a "discriminação" da União para com o Executivo estadual. "Eu serei o presidente da República que vai reconciliar o governo federal com o Paraná. Nenhum Estado brasileiro foi tão prejudicado pela visão mesquinha e menor da política como foi o Paraná". A dificuldade na liberação de recursos por parte do governo federal foi uma das principais críticas de Beto à senadora Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra da Casa Civil e candidata derrotada ao Palácio Iguaçu.
Diferentemente dos outros encontros com Aécio no Estado, quando o público foi restrito a correligionários mais próximos, o evento de ontem teve casa cheia. Entre os presentes estavam prefeitos, vice-prefeitos, deputados e empresários de diversos municípios. Serra, que pouco tempo atrás travou com Aécio embate interno pela indicação do nome para concorrer à Presidência, ficou o tempo todo ao lado do colega de partido. "Fui eleito senador por São Paulo, mas no Congresso vou também defender o Paraná", afirmou o paulista.
Já na Pastoral da Criança, Aécio assinou uma moção de apoio, entregue pelo vice-governador Flávio Arns (PSDB), que solicita a abertura do processo de beatificação da fundadora da entidade, Zilda Arns Neumann. O presidenciável também se comprometeu a firmar parcerias em prol dos direitos da infância. Questionado na saída sobre o fato de Dilma ter chamado de "tentativa de golpe" o uso político dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, disse que "golpe será o golpe da democracia, nas urnas". De Curitiba, ele viajou para São Paulo, onde à noite gravaria programas para o horário eleitoral gratuito.


