Na tentativa de não deixar o clima de ‘‘caça às bruxas’’ que tomou conta do Senado contaminar os deputados, o presidente da Câmara, Aécio Neves, preparou uma agenda paralela, denominada de ‘‘pacote ético’’, para a apreciação dos parlamentares, durante o segundo semestre. Além da votação das medidas do pacote tributário, divulgado na última sexta-feira, e de projetos de interesse do Palácio do Planalto, Neves quer aprovar medidas que contribuam para a melhoria da imagem da Câmara.
O pacote ético prevê a votação de propostas da reforma política, engavetadas há tempos, como o fim da imunidade parlamentar, estabelecimento do financiamento público de campanhas e a criação de um Código de Ética e Decoro Parlamentar específico para deputados. ‘‘De agosto a dezembro não há justificativa para que não se vote matérias políticas importantes como a fidelidade partidária, financiamento público de campanha e imunidade parlamentar’’, argumenta o presidente da Câmara.
A fidelidade partidária é considerada um dos itens mais polêmicos do pacote ético. A proposta, já aprovada pelo senado, foi idealizada pelo presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC). O projeto estabelece que o político precisa ter, no mínimo, quatro anos de filiação partidária para poder se candidatar, caso troque de partido.

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