Belo Horizonte- O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), contestou ontem a cobrança do Planalto e dos líderes da base aliada por mais empenho dos governadores no convencimento de suas bancadas no Congresso Nacional nas discussões das reformas, principalmente a previdenciária. Aécio disse que a reclamação do governo não procede e retrucou, afirmando que o que falta na verdade é firmeza na base aliada. ''Não há razão para reclamação em relação ao posicionamento dos governadores. O que há, sim, é a necessidade de que a base do governo se mantenha extremamente firme porque da nossa parte haverá sempre o esforço de contribuir para com essas reformas'', disse o governador mineiro.
Aécio afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está ciente do compromisso dos governadores com as reformas. O ponto de maior interesse dos chefes dos Executivos estaduais é a cobrança da contribuição previdenciária dos servidores inativos. Para não carregar o ônus da polêmica proposta, deputados petistas já sugeriram que a questão seja transferida para os Estados, hipótese que já foi rechaçada pelo governador mineiro.
''O presidente sabe do compromisso dos governadores e eu quero dizer que é fundamental que a base do governo mantenha-se extremamente firme. Os governadores têm compromisso com a reforma até porque eles as assinaram. Estaremos trabalhando, como já trabalhamos na última reunião da Comissão de Constituição e Justiça'', garantiu o tucano.
Exportação - O governador mineiro voltou a defender a alteração da proposta de reforma tributária, encaminhada ao Congresso Nacional e cobrou a instituição de uma ''compensação constitucionalizada'' para os Estados exportadores, por causa da Lei Kandir, que isenta de impostos de exportação determinados produtos.

mockup