Curitiba – Os presidentes nacionais do PSDB, Aécio Neves, e do PT, Rui Falcão, ontem em Curitiba para encontros partidários, deram o tom do que promete ser a campanha eleitoral do ano que vem no Paraná, onde a disputa ao Executivo pode ficar polarizada entre Gleisi Hoffmann (PT), ministra-chefe da Casa Civil, e Beto Richa (PSDB), governador do Estado.
Em ato político realizado no centro da capital, petistas frisavam que as medidas de contenção de gastos anunciadas na sexta-feira pelo governador tucano "já vinham sendo denunciadas pela oposição há muito tempo". "Depois de três anos de mandato ele faz uma autocrítica, reconhece que a oposição estava correta e extingue secretarias e demite servidores. Se foi decidido acabar com mil cargos, então eles não serviram para nada até agora?", atacou o deputado estadual Ênio Verri, presidente do PT no Paraná. O discurso foi reforçado pelo presidente nacional do PT, que vê "uma grande oportunidade para emplacar uma candidatura ao governo do Estado em 2014". "Acho que, no Paraná, pelas circunstâncias que se colocam, pelas dificuldades de gestão do atual governo, se abre uma forte janela de oportunidade para que, pela primeira vez, o Paraná seja sintonizado com o processo de desenvolvimento nacional", afirmou Falcão.
Na mesma manhã, tucanos também miravam petistas. Durante encontro do PSDB na capital, Beto Richa garantiu que "o corte de gastos não é uma novidade" em seu governo. Sobre o anúncio de redução de cargos na sexta-feira, ele culpou a União. "Foi imposta diminuição de receitas pelo governo federal de forma unilateral, com as últimas medidas anunciadas, com prejuízo ao Estado de R$ 1 bilhão. Apertamos o cinto para não prejudicar os paranaenses", declarou.
Para o senador mineiro e pré-candidato à presidência da República, Aécio Neves, o Paraná tem um cenário político estratégico. Ele classificou o encontro regional em Curitiba como um "reencontro do PSDB com sua história", pelo peso político de figuras como Beto Richa e Alvaro Dias, que também participou do encontro, confirmando que permanece na sigla, apesar das rusgas com os tucanos do Estado. "O Paraná é importante na construção desse projeto."
Já Gleisi voltou a dizer que "ainda é muito cedo" para falar sobre as eleições, entretanto, rebateu as acusações dos tucanos, de que o Estado vem sendo deixado de lado pelo governo federal. "As maiores e melhores obras são provenientes do governo federal. Exemplos são os contornos de Maringá e de Cascavel; as obras em 170 mil casas no Minha Casa e Minha Vida, 19 institutos federais", discursou.

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