São Paulo - O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que a escolha do pré-candidato tucano para a Presidência da República em 2010 será fruto de um ''grande entendimento interno''. Aécio e o governador de São Paulo, José Serra, são cotados para assumir a candidatura do PSDB. Mas o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) reivindicou o direito de também ser tratado como pré-candidato. ''O PSDB já viveu processos difíceis de escolha de candidato, tivemos derrotas nessas duas últimas eleições, e o partido está maduro para compreender que o candidato será aquele que conseguir, primeiro, a unidade interna'', disse.
Segundo ele, a candidatura presidencial deve ser discutida depois do processo eleitoral municipal de outubro deste ano. ''O PSDB deve esperar que as etapas sejam vencidas adequadamente, a primeira delas é da eleição municipal.''
Questionado sobre o fato de não abrir mão de sua candidatura antecipadamente, Aécio afirmou que ''existe um sentimento em Minas Gerais muito forte de um certo reequilíbrio no jogo do poder no Brasil''. ''É é um sentimento que está também em outras regiões do País, e Minas haverá de ter um papel sempre muito importante.''
Sobre o assédio do PMDB, Aécio afirmou que tem ligações históricas com o outro partido. ''Ali eu tenho um pedaço da minha história, da minha história pessoal, da história do meu avô Tancredo, acho que boa parte dela construída no PMDB. E eu converso sempre com os companheiros do PMDB.'' Ele negou, porém, que uma eventual mudança para o PMDB faça parte dessas conversas.

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