Advogados voltam a criticar juíza e promotores
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segunda-feira, 30 de julho de 2001
De Londrina 
Os advogados Ronaldo Neves e Mauro Viotto voltaram a criticar ontem a decisão da juíza Fabiana Karam. A decisão tomada pela juíza a pedido dos promotores foi temerária, até representa um enfrentamento ao Tribunal de Justiça, que havia se manifestado através da 1ª Câmara Criminal, de que não estavam presentes os pressupostos para a prisão preventiva, afirmou Neves, advogado de Kakunen. Ele se referia ao fato de o TJ já ter se manifestado a favor da liberdade dos réus, em outra ação criminal.
Neves também lembrou que o titular da 4ª Vara Criminal, Arquelau Araújo Ribas, não iria julgar novos pedidos de prisão até o TJ decidir o mérito das primeiras liminares que tiraram da prisão os acusados. Ele entende que não deverão ocorrer novas prisões enquanto não acontecerem fatos novos, justificando uma preventiva. Só haverá recolhimento ao cárcere com uma decisão transitada em julgado, passível de recurso.
Viotto (advogado de Carlos Júnior) disse que seu cliente se recusou a colaborar com a Justiça. Ele se deu por citado na primeira ação e disse em juizo que compareceria ao interrogatório independente de qualquer intimação formal.Aonde não está havendo colaboração?
O advogado de Caros Júnior também criticou o Ministério Público (MP) e disse que está havendo perseguição pessoal de alguns promotores contra seu cliente. Isso (a prisão) foi um ato peçonhento, de pura perseguição pessoal, atacou. Segundo ele, a ação não passou pelo cartório distribuidor e o despacho ocorreu numa quinta-feira, obrigando o cidadão a ficar preso, porque não havia tempo para recurso.
Procurado pela Folha, o promotor Tiago de Oliveira Gerard disse apenas que os advogados estão fazendo seu papel. A juíza foi procurada, porém não localizada. (L.R.)


