A troca mútua de acusações no últimos programas eleitorais do rádio e da televisão provocou uma disputa paralela entre as assessorias jurídicas dos candidatos a prefeito de Curitiba, Ângelo Vanhoni (PT) e Cassio Taniguchi (PFL). A briga se acirrou a partir da veiculação, na terça-feira, de um comercial (inserções pagas) da coligação de Cassio, que mostrava a ficha funcional de Vanhoni.
O candidato petista foi apresentando como um ‘‘péssimo’’ funcionário do Banestado. O comercial foi retirado do ar em menos de 24 horas. ‘‘Nós vamos responder a todas as mentiras deslavadas que forem para a mídia. Quando você é provocativo o eleitor não aceita isso, mas a ira santa a população aceita’’, argumentou o coordenador da campanha de Vanhoni, vereador Jorge Samek. Por isso, afirmou ele, é que o PT não teme perder votos com a alteração da linha light que o partido adotou desde o primeiro turno.
A assessoria de imprensa de Cassio alega que, ‘‘como o PT fugiu dos objetivos de campanha’’, os advogados da coligação iriam fazer o possível para evitar que Vanhoni continue ‘‘com ataques pessoais’’. Nos programas do PT de quarta-feira à noite e de ontem à tarde, Vanhoni reclamou da utilização de sua ficha funcional, e denunciou que uma gráfica da mulher de Cassio, Marina Taniguchi, foi beneficiada numa licitação promovida pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) em 1990. O presidente do Ippuc naquele ano era o candidato do PFL.
Até o começo da noite de ontem os advogados dos dois candidatos aguardavam uma decisão dos juízes do Tribunal Regional Eleitoral, sobre os diferentes recursos e pedidos de direito de resposta.(R.B.N.)

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