Advogados tentam neutralizar decisão
São Paulo - Paulo Maluf afirma não possuir ativos no exterior, mas seus advogados estudam recurso contra a decisão da juíza Renata Okida. Para tentar neutralizar a quebra do sigilo, a defesa do ex-prefeito deve entrar com mandado de segurança no Tribunal de Justiça. Por sua assessoria, Maluf afirmou que esta é a quarta vez em que seu sigilo bancário, fiscal e financeiro - e o de seus familiares - foi quebrado, a pedido de promotores.
''Os documentos obtidos com as quebras anteriores do sigilo (telefônico também), referentes aos últimos 11 anos, da família Maluf, foram exaustivamente examinados e nada foi encontrado de irregular em qualquer um deles'', observou Adilson Laranjeira, assessor de imprensa do ex-prefeito. ''Maluf lembra que é dele a proposta de que qualquer pessoa, ao entrar para a vida pública, tenha o sigilo quebrado automaticamente.''
Documentos enviados pela Suíça apontam os caminhos do dinheiro atribuído aos Maluf. A White Gold Foundation, constituída em 9 de janeiro de 1997, tem o ex-prefeito como beneficiário. A Durant International Corporation recebeu importâncias depositadas na conta da White Gold entre 1997 e 1998 - valores que depois foram enviados por Maluf aos quatro filhos. Pérolas Negras Foundation e Timeless Investiments Limited têm como beneficiário Flávio Maluf, filho mais velho do ex-prefeito. A Lígia Maluf Curi aparece como beneficiária da Alyka Foundation (sucessora de Línea-Li Foundation), da Abutera Foundation e da Lindsay Limited. (A.E.)





