Advogados tentam impedir prisão de Maluf e Pitta em SP
Advogados tentam
impedir prisão de
Maluf e Pitta em SP
Os advogados do ex-prefeito Paulo Maluf (1993-96) e do prefeito Celso Pitta, ambos do PPB, pediram ontem à juíza Adriana Pileggi de Soveral, da 8ª Vara Criminal da Justiça Federal, que não decrete a prisão temporária de seus clientes. A prisão foi requerida pela Polícia Federal no relatório final do inquérito que apurou supostas irregularidades no esquema dos precatórios.
O documento aponta Maluf e Pitta como responsáveis por operações que teriam violado os artigos 299 e 304 do Código Penal. O delegado Gilberto Aparecido Américo, diretor da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Delecoie) da PF, indiciou o ex-prefeito e o prefeito por falsidade ideológica e uso de documento falso.
Ao final de seu relatório, Américo argumenta que sem a adoção de tal medida (prisão temporária de Maluf e de Pitta) as diligências afiguram-se irrealizáveis. O delegado revela que Pitta não marcou data para ser interrogado e que Maluf evitou por todos os meios o recebimento da intimação.
Celso Pitta atribuiu à perseguição política o pedido de prisão temporária contra ele e o ex-prefeito. Precisamos saber, inclusive, que candidato ou candidatos estariam interessados neste tipo de assunto no dia em que uma pesquisa (de intenção de voto, divulgada ontem, dia 4) mostra que Maluf está na liderança da campanha para o governo, afirmou Pitta. (AE)





