Os advogados da família Farias vão tentar derrubar o contralaudo realizado pela Unicamp como parte da defesa dos quatro seguranças do empresário Paulo César Farias, morto em 23 de junho de 96 com sua namorada Suzana Marcolino.
O contralaudo, assinado pelo perito Ricardo Molina e feito com base em fotos obtidas pela ‘‘Folha de S.Paulo’’, revê a altura de Suzana, concluindo que ela tinha entre 1,53 m e 1,57 m. No laudo inicial, embora o perito Fortunato Badan Palhares tenha se esquecido de escrever a altura, a tese de que Suzana matou PC e se suicidou foi reforçada a partir do dado de que ela mediria 1,67 m.
O contralaudo muda a versão do crime. Segundo a polícia, com Suzana medindo 1,57 m, a trajetória da bala afastaria a tese de suicídio, fortalecendo o duplo homicídio. José Fragoso Cavalcante, um dos advogados dos Farias, disse que as fotos que originaram o novo laudo não têm sustentação.
‘‘A pessoa pode estar em posição de relaxamento das pernas e do tronco. A roupa esconde isso. Ele também questiona o método de medição do perito Daniel Munhoz, da USP, que, a partir da medição dos ossos da perna, concluiu que Suzana media 1,57 m. ‘‘As pessoas têm biotipos diferentes.’’
A Polícia Civil de Alagoas deve indiciar os seguranças como co-autores da morte de PC e de Suzana. Todos eles são policiais militares e estão presos por 30 dias, sob a guarda da PM alagoana. A família Farias rejeita a tese do duplo homicídio.

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