Advogados públicos protestam no Planalto
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terça-feira, 27 de abril de 2004
Agência Folha 
Brasília - Em greve há 43 dias, cerca de 200 advogados públicos fizeram ontem uma manifestação de protesto em frente ao Palácio do Planalto. Eles ultrapassaram o alambrado colocado pela segurança da Presidência na praça dos Três Poderes para conter manifestantes e fecharam o trânsito por meia hora, apitando e chamando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com um megafone.
Destoando dos manifestantes geralmente vistos na praça por vestirem terno e gravata debaixo de um sol forte, os advogados chegaram até o pé da rampa, onde empilharam 44 exemplares da Constituição de 88. Quarenta minutos depois que saíram, um faxineiro recolheu as Constituições com um saco de lixo. O Planalto informou que serão doadas ou recicladas, se não estiverem em condições de uso.
A paralisação abrange os procuradores federais e do Banco Central e os advogados e defensores públicos da União. Dos 4.482 funcionários, 75% cruzaram os braços, segundo o comando de greve. O governo não divulgou uma avaliação de quantos aderiram à paralisação. Os procuradores da Fazenda receberam uma gratificação de 30%, que depende de produtividade de trabalho, e saíram da greve.
A reivindicação da categoria é um aumento de 100% a 120%. O salário inicial da carreira é de R$ 4.400 e o final, de R$ 7.000. O governo ofereceu um projeto de lei que reestrutura a carreira e reajustes de R$ 400, para quem ganha mais, a R$ 1.000, para os que têm vencimentos menores.


