Os advogados do ex-senador Jader Barbalho recuaram ontem da decisão de entrar com ação judicial para proteger o ex-presidente do Senado de uma possível onda de processos. O objetivo principal era impedir, por antecipação, o bloqueio dos bens de Jader, que deve ser pedido nos próximos dias.
Após ter renunciado na última quinta-feira, o ex-senador perdeu a imunidade parlamentar e o direito a foro privilegiado. Agora, Jader pode ser processado por promotores de Justiça ou procuradores da República. A abertura de qualquer processo não depende mais de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
O Ministério Público estadual do Pará já informou que deverá entrar com uma ação nesta semana pedindo a indisponibilidade dos bens do ex-senador para garantir o ressarcimento de cerca de R$ 5 milhões que teriam sido desviados do Banco do Estado do Pará (Banpará).
''Vimos que não há sentido nenhum nesta ação do MP. Por isso mesmo não entraremos com nenhuma medida cautelar. Jader sequer é citado neste processo do Banpará'', justificou ontem um dos advogados de Jader, Sábato Rossetti.

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