Advogados de traficantes podem perder registro da OAB
Dezoito advogados de traficantes presos no complexo penitenciário de Bangu, suspeitos de fornecer armas e drogas aos seus clientes, poderão perder o registro. Uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que investiga as denúncias desde setembro vai encaminhar relatório contendo as conclusões do trabalho ao Tribunal de Ética da ordem e à Justiça. A OAB vai sugerir ainda que todos os advogados que frequentem penitenciárias passem por um detector de metais. As investigações começaram com um levantamento da ex-diretora do presídio Bangu I, Sidneya dos Santos Jesus, feito entre maio e agosto deste ano, que trazia o nome de 130 advogados suspeitos de servir de pombo-correio para os traficantes - além de abastecê-los de armas e drogas, os defensores possibilitariam a comunicação de bandidos presos em celas diferentes. Dessa forma, segundo concluiu Sidneya eles continuariam a controlar suas bocas-de-fumo mesmo atrás das grades. Sidneya foi assassinada em setembro. Os suspeitos são dois advogados e um estagiário de Direito.





