Curitiba - Os advogados do deputado estadual eleito Carlos Roberto Massa Júnior (PSB), o Ratinho Júnior, entraram ontem com um recurso pedindo a revisão da sentença do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que rejeitou a prestação de contas do candidato na sexta-feira passada. Segundo um parecer do Ministério Público (MP) Eleitoral, haveria indícios de despesas não declaradas e receitas de origem desconhecida na contabilidade do candidato. Ratinho Júnior gastou R$ 960,5 mil em sua campanha.
Em nota oficial divulgada ontem, Ratinho Júnior afirma que ocorreram dificuldades técnicas na prestação de contas, e que as irregularidades já estariam sendo sanadas. A nota afirma que ''as irregularidades constatadas são absolutamente corriqueiras e insignificantes (...) e inexiste ilegalidade com força suficiente para caracterizar abuso do poder econômico''.
Segundo informações da assessoria do candidato, o problema teria se originado após um número de telefone errado ter sido enviado ao TRE. Como a Comissão de Controle Interno do órgão não conseguiu entrar em contato com o candidato, as irregularidades não puderam ser sanadas antes do julgamento das contas. Alguns dos problemas levantados foram o fato de que alguns doadores estariam com seu CPF cancelado junto à Receita Federal, e uma nota fiscal de R$ 3 mil não teria sido incluída na contabilidade.
Caso o MP eleitoral entenda que há outras irregularidades que caracterizariam abuso de poder econômico, um ação buscando a impugnação de mandato pode ser ajuizada. Nesse caso, os 189.693 votos dados a Ratinho Júnior seriam revertidos para a sua coligação, e seu suplente, José Domingos Scarpelini (PGT).

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