Curitiba - Os advogados do prefeito de Rio Branco do Sul, Bento Ilceu Chimelli, entraram com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça (TJ) para pedir a anulação da decisão da Câmara de Vereadores da cidade, que aprovou a extinção do mandato de Chimelli após a ausência do prefeito por dez dias sem notificação à Casa. Chimelli teve sua prisão preventiva decretada e encontra-se foragido desde o dia 12 de dezembro, quando armas e veículos em situação irregular foram encontradas em sua residência em uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Militar.
Os vereadores basearam-se na lei orgânica do município, que prevê a extinção do mandato do prefeito caso este se afaste da cidade por mais de dez dias sem a autorização da Câmara. Para o advogado de Chimelli, Mauro Curi Júnior, a decisão da Câmara foi ilegal. ''Já existem entendimentos no Tribunal de Justiça que apontam que a Câmara dos Vereadores não tem poderes para extinguir o mandato do prefeito'', comentou. Curi Júnior também aguarda a sentença do TJ acerca de um pedido de revogação da prisão preventiva contra Chimelli.
Mesmo que consiga reverter na Justiça a perda do mandato e a decretação da prisão preventiva, a situação política de Chimelli está complicada em Rio Branco do Sul. Em uma sessão realizada na segunda-feira, os nove vereadores decidiram por unanimidade compor uma comissão processante para analisar as denúncias de improbidade administrativa feitas pelo Ministério Público e pedir a cassação do prefeito.

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