Advogados criticam juiz
O advogado do doleiro Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Bastos, informou que a decisão "restabelece a ordem jurídica do processo, pois a decisão de um juiz de 1º grau não pode sobrepor a Suprema Corte". Bastos criticou o pedido de esclarecimento feito pelo juiz Sergio Moro ao STF.
Marden Maués, advogado da doleira Nelma Kodama, também criticou a postura de Moro na demora em libertar os réus do caso. Para ele, a resistência do juiz em cumprir a ordem judicial pode configurar abuso de autoridade.
Moro acatou a última das oito denúncias feitas pelo Ministério Público Federal (MPF) referente à Operação Lava Jato e transformou em réus Rene Luiz Pereira, Sleiman El Kobrossy, Maria de Fátima Stocker e os já réus citados em outras ações penais, Alberto Youssef, Carlos Habib Chater e André Catão de Miranda. Esta específica ação penal trata dos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, tendo como antecedentes crimes de tráfico internacional de drogas e de evasão de divisas. Com isso, chega a 45 o total de réus nas ações penais da Lava Jato, que agora estão suspensas até que nova decisão do STF dê andamento ao caso.
As assessorias da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes em licitações, desvios de recursos públicos, corrupção ativa e passiva e sonegação fiscal, e do MPF, que acompanha as investigações, não comentaram a decisão do ministro. (R.C.J.)





