Curitiba - Os advogados dos acusados criticaram o despacho do juiz Moro. O advogado de Almeida Júnior, Alcides Bittencourt Pereira, pretende entrar com um pedido de habeas corpus amanhã para libertar seu cliente. ''O decreto de prisão foi de uma violência e arbitrariedade condenáveis. A prisão preventiva é uma medida excepcional, usada quando o réu está dificultando o trabalho da Justiça ou ameaçando fugir. Não é o caso do Aldo, que tem bons antecedentes, família e trabalho em Curitiba'', justificou.
O advogado lembrou que Almeida Júnior compareceu à CPI do Banestado na Assembléia e não se recusou a prestar informações, como fizeram outros ex-diretores. ''Ele colaborou com os trabalhos, inclusive explicando que a abertura das contas CC-5 era de responsabilidade dos gerentes, e não dele. Não há motivos para a prisão'', argumenta.
O advogado de Boldrini, Figueiredo Basto, segue a mesma linha. ''Não há o mínimo risco de que meu cliente ameace a instrução penal, e ele certamente pode responder ao processo em liberdade'', disse Basto.
Já o responsável pela defesa de Alaor Alvim Pereira, Francisco Monteiro Rocha Júnior, não quis adiantar qual será a estratégia usada para defender o ex-diretor. ''Eu não tive contato com meu cliente até agora. Vou analisar o processo, e depois decidirei como será feita a defesa'', comentou. A Folha não conseguiu contato com os advogados dos três ex-gerentes de Foz do Iguaçu. (R.S.)

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