Um dos advogados contratados para fazer a defesa de Luis Antônio Paolicchi, Moisés Zanardi, de Maringá, disse ontem que pretende ingressar na segunda-feira com um habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, para tentar libertar seu cliente. Ele disse ainda que o ex-secretário só pretende conversar com os jornalistas após o interrogatório na Justiça Federal, previsto para a próxima semana. ‘‘Questão estratégica’’, justificou.
Zanardi não permitiu que a imprensa acompanhasse a apresentação de seu cliente na Justiça Federal. ‘‘É um direito dele. Ele é acusado, mas não foi condenado’’, justificou o advogado. Apesar de estar fazendo a defesa de Paolicchi há mais de um mês, o advogado disse que ainda não examinou ‘‘profundamente’’ as provas juntadas pelo Ministério Público (MP) contra o ex-secretário de Fazenda de Maringá.
O advogado de defesa ressaltou ter ficado surpresa com a prisão. ‘‘Ele pretendia se apresentar assim que terminasse a auditoria do Tribunal de Contas na prefeitura’’, alegou Zanardi, O advogado fez inúmeras promessas de apresentar seu cliente, mas todas não cumpridas. Ele informou que ainda não tinha conversado com Paolicchi, mas achou o ex-secretário de Fazenda ‘‘abatido’’.
O outro advogado do ex-secretário, Wagner Pacheco, de Umuarama, afirmou que Paolicchi não repassou à Polícia Federal (PF) de Florianópolis todas as informações sobre o esquema de desvios na prefeitura. ‘‘Para preservar sua própria segurança’’, justificou o advogado.
De acordo com Pacheco, antes de seu cliente prestar depoimento à Justiça, ele e Zanardi pretendem conversar ‘‘longamente’’ com Paolicchi. O advogado, porém, não quis adiantar o teor desse diálogo. (Patrícia Zanin e Marcos Zanatta)

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