O advogado do Sindacs, Petrônio Cardoso, voltou a questionar a forma de contratação que vem sendo adotada pela Administração. No início de junho a Prefeitura decretou ''estado de emergência'' na Saúde. A partir de então, pelo período de 90 dias, a administração pôde realizar contratações emergenciais com o intuito de manter a continuidade na prestação dos serviços. ''O contrato temporário é muito frágil e pode acarretar novos problemas. Contratos emergenciais não garantem os direitos de todos os trabalhadores. O correto deveria ser a Prefeitura encampar esses serviços de forma permanente. Fazer concursos públicos e incluir esses trabalhadores como servidores permanentes do município'', afirmou o advogado.
O direitor financeiro da pasta da Saúde em Londrina, João Carlos Perez, discorda e diz que os contratos devem atender as necessidades do município. ''A contratação que a Prefeitura fez foi a direta, prevista na Constituição. É um contrato administrativo que prevê todos os direitos do trabalhador, menos o FGTS. Isso porque é uma analogia ao servidor público. Eles ainda devem ter um aumento de salário em virtude desta modalidade'', defende.
O procurador do Trabalho, Macelo Adriano da Silva, confirma a fragilidade da contratação emergencial. ''Esses contratos estão sendo feitos em virtude do estado de emergência. Porém, não pode se afirmar que sejam a maneira mais indicada'', analisa o procurador. De acordo com Silva, a adminstração deveria adotar formas de assumir permanentemente os serviços. ''Os serviços em discussão são essenciais. Não tem por que o município não prestar esses serviços com servidores do próprio quadro'', concluiu.

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