Advogado tenta evitar invasão de outras áreas
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sexta-feira, 15 de setembro de 2006
Fabio Cavazotti<br> Reportagem Local 
A defesa do deputado federal José Janene (PP), preocupada com possível ampliação das invasões de sem-terra para outras propriedades da família, solicitou ontem à Justiça concessão de liminar em ação de interdito proibitório. ''Trata-se de medida preventiva visando resguardar o direito à propriedade'', afirmou o advogado Adolfo Góis, referindo-se à Fazenda Marília, de 80 alqueires, localizada em Lerrovile.
O advogado informou no final da tarde que obteve mandado de reintegração de posse para retirar os sem-terra que invadiram ontem a Fazenda 3J.
''A propriedade é superprodutiva e não é possível ser desapropriada ou submetida a processo de reforma agrária.'' De acordo com ele, na 3J são mantidas 2 mil cabeças de ovelhas e carneiros, tanque de piscilcultura e plantio de milho. O advogado não soube precisar o número de funcionários da fazenda.
O advogado fez acusações diretas de saque e roubo contra os sem-terra. ''Eles estão tirando gado e ovelhas de lá. Nós registramos Boletim de Ocorrência na delegacia'', disse Góis - sem informar quantos animais teriam sido tirados da propriedade.
O relações públicas da Polícia Militar (PM), tenete Ricardo Eguedis, disse no início da noite que a corporação ainda não tinha sido intimada da reitegração de posse. ''A partir do recebimento, vamos consultar os escalões superiores e planejar a operação. Isso não é feito da noite para o dia.'' De acordo com ele, levantamento preliminar indica a presença de 250 pessoas na fazenda.
O superintendente do Incra no Paraná, Celso Lisboa de Lacerda, estava fora do Estado ontem e não foi localizado pela Folha. A assessoria de imprensa informou que não há procedimento visando desapropriação da Fazenda 3J e que a invasão de ontem impede a realização de vistoria para fins de reforma agrária - conforme determina medida provisória do governo FHC. (F.C.)


