O advogado do deputado José Janene (PP-PR), Adolfo Góis, deve ajuizar no início da próxima semana, medidas para tentar reverter a indisponibilidade dos bens da esposa do parlamentar, Stael Fernanda de Lima Janene, e dos assessores Meheidin Jenani - primo do deputado - e sua esposa, Rosa Alice Valente. A medida, que atinge propriedades rurais, urbanas e veículos, foi decretada pela 2 Vara Federal Criminal, de Curitiba, no início da semana. Góis teve acesso ontem aos autos do processo que investiga a incompatibilidade do valor dos bens dos três citados com a renda declarada.
''São dois processos: um inquérito, que já tivemos acesso, e outro processo de medidas assecuratórias (sequestro de bens), que tivemos acesso hoje (ontem). Vamos analisar e com certeza vamos ajuizar todas as medidas possíveis para reverter tão precipitada e desnecessária medida já no início da próxima ssemana'', adiantou o advogado, sem mencionar qual deverá ser o recurso.
Conforme Góis, até ontem, nenhum dos três havia sido chamado para prestar informações sobre a investigação. ''O que está acontecendo neste inquérito é uma inversão de todos os atos procedimentais. Até agora ela (Stael) não foi ouvida e nem nenhuma testemunha. As medidas que deveriam ser tomadas lá na frente, como o sequestro de bens, somente poderiam ser tomadas após a checagem dos documentos, dos depoimentos e, se configurando irregularidades, poderiam pedir o sequestro de bens'', criticou. A reportagem tentou falar com o delegado da Polícia Federal (PF), Gerson Machado, mas ele não foi localizado.
Além do bloqueio de bens, a PF também apreendeu oito malotes de documentos na casa dos assesssores e no escritório político do deputado, computadores e notas fiscais na operação denominada ''Operação Lavaduto''. Stael, Meheidin e Rosa são investigados desde 2004 por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro. (C.O.)

mockup