Advogado tenta anulação de provas no STJ
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quarta-feira, 05 de agosto de 2015
Rubens Chueire Jr.<br> Reportagem Local 
Curitiba - Um dos advogados que defende o ex-ministro José Dirceu, o jurista paranaense Juarez Cirino dos Santos, entrou com um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça (STJ) questionando a quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-ministro e que foi autorizada pelo juiz federal Sérgio Moro.
Ele falou com a imprensa logo depois de ser "barrado" por agentes da PF de entrar na carceragem para falar com seu cliente. O ex-ministro já havia recebido a advogada Ana Luiza de Souza, que trouxe comida e roupas a Dirceu. Devido a isso, o outro criminalista não pôde ver o cliente, conforme informou a Polícia Federal (PF). O advogado disse que queria avisar seu cliente sobre o mandado de segurança na tentativa de anular as provas conseguidas pelos investigadores.
Segundo o defensor, em março deste ano teve uma reunião com Dirceu em que ficou acertado que entraria com o mandado de segurança no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para contestar as quebras de sigilo da empresa do petista, a JD Consultoria, e do próprio José Dirceu e de seu irmão Luiz Eduardo de Oliveira e Silva. O mandado de segurança foi negado pelo TRF e, então, o advogado entrou com um recurso para que ele fosse julgado pelo STJ.
"É uma prerrogativa do advogado poder conversar com o cliente e fui impedido de ter acesso a carceragem. Queria comunicar a ele sobre o mandado de segurança. A prisão dele é absolutamente desnecessária pois ele já cumpria prisão domiciliar em Brasília", ressaltou. "Entendemos que a quebra de sigilo é ilegal porque não havia fatos concretos que a justificasse. Não existe nenhum fato concreto contra o José Dirceu. O que existe são hipóteses, suspeitas, delações que foram obtidas por pessoas que estavam presas e que, portanto, não estavam livres para prestar suas informações"´, criticou Santos.
Outro advogado de Dirceu, Roberto Podval, deve entrar com um pedido de revogação da prisão preventiva no STJ ainda hoje .
Dirceu está preso na carceragem da PF em cela separada dos demais investigados na 17ª fase da Lava Jato. Segundo informações levantadas pela FOLHA, o ex-ministro está dividindo espaço com um contrabandista e um falsificador de dinheiro. A cela fica na mesma ala de outros "grandes" personagens da operação, como o doleiro Alberto Youssef e os ex-dirigentes da Petrobras, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada. O irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira Silva está dividindo cela com o ex-assessor político do petista, Roberto Marques.


