Em novembro do ano passado, o advogado trabalhista Marcelo de Carvalho Santos também questionou as contratações da Prefeitura de Londrina via convênios ou parcerias. Em reportagem publicada pela Folha, a então coordenadoria do projeto Mil Ongs, da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), afirmava que pelo menos metade das então 400 ONGs e Ocips da cidade mantinham esse tipo de relação com a Prefeitura.
Assim como o Sindserv agora, o advogado defendia a realização de concurso público e levantava a possibilidade de a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ser burlada com as terceirizações. ''Além disso, caso não sejam registrados pela ong ou pela ocip, esses funcionários podem, no futuro, requerer vínculo empregatício com o Município e gerar ônus aos cofres públicos'', afirmou, atestando que a fiscalização dos contratos por parte da Prefeitura não seria feita adequadamente.
As declarações foram rebatidas à época pelo então procurador jurídico da Prefeitura, Carlos Scalassara. ''Esses convênios são regulamentados pela Constituição Federal e pela lei 866; todos são servidores registrados. A fiscalização é feita pelo Ministério do Trabalho e pelos sindicatos de cada categoria''. (J.G.)

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