Advogado suspeita de viúva
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba A dona de casa Marli Ribas de Oliveira, viúva do vereador Nestor Horodenski, 58 anos presidente do diretório municipal do PMDB de Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava) assassinado no último dia 11 de janeiro, com golpes de machado na cabeça foi apontada ontem pelo advogado da família, Amilcar Cordeiro Teixeira, como possível autora do homicídio. De acordo com o criminalista, apesar da pressão dos filhos, Marli não conseguiu revelar as circunstâncias em que o crime foi praticado. ''A viúva não conta nada. Ela se recusa a falar sobre o caso'', informou ontem o advogado.
O advogado acredita que todos os indícios demonstram que Marli seria a autora dos golpes que vitimaram o político. A casa não foi arrombada no dia do assassinato. Marli teria demorado mais de quatro horas para chamar a ajuda de amigos. Ela não ligou para a polícia, que foi alertada sobre o crime por uma amiga da viúva. Marli está internada há duas semanas no Hospital São Vicente, de Guarapuava. O advogado acredita que o crime tenha sido motivado por perturbações psiquiátricas que a viúva vinha apresentado ao longo dos últimos meses. Ela teria sido internada para tratamento por algumas vezes. Um novo laudo sobre o estado psiquiátrico da viúva deve ser divulgado no final da semana que vem. A reportagem telefonou para a casa da família, mas ninguém atendeu as ligações.
O delegado Juraci Lopes de Souza, que preside o inquérito, não quis confirmar quem é o suspeito do crime. Disse apenas que 75% do inquérito haviam sido concluídos. Ele pretende terminar o inquérito no prazo legal de 30 dias.


