O advogado londrinense Vandocir José dos Santos, encaminhou sexta-feira à Folha um documento no qual se manifesta sobre a reportagem publicada na página 3 da Folha de Londrina, no dia 8, sob o título ''Justiça quebra sigilo de advogado londrinense''.
A reportagem informa a decisão do juiz da 2 Vara Federal Criminal de Curitiba, Sérgio Moro, que no início de novembro, decretou a quebra do sigilo bancário do advogado devido um cheque assinado por Santos e nominal ao deputado federal José Janene, apreendido em poder do doleiro Alberto Youssef. O cheque estava no bolso de Youssef quando ele foi preso, no dia 2, acusado de movimentação irregular na agência do Banestado de Nova York. Na ocasião, Santos foi procurado pela Folha de Londrina, que foi informada pela secretária do escritório do advogado, que ele estaria viajando.
''Não tenho débito nenhum para com a Justiça Penal deste País, como também nada devo a nenhum órgão federal, estadual ou municipal. Não há em curso contra minha pessoa nenhuma ação de natureza cível, penal, trabalhista, fiscal, comercial, enfim, qualquer ação! Há 5 anos, a minha conta bancária está aberta à Receita Federal, e tenho tratado com esse órgão em alto nível, quer como cidadão, quer como advogado e se houve divergências no passado essas foram resolvidas pelo Poder Judiciário e a Receita honrou até o último centavo dos honorários da sucumbência. Esclareço ainda que a minha conta bancária em tempo algum foi bloqueada pela justiça'', afirmou.
Santos ainda confirmou a informação passada pelo deputado de que o cheque se trataria de um negócio não concretizado. ''Um cheque de minha emissão, passado a um cidadão honrado, deputado José Janene, que de público, confirmou a sua invalidade e a ausência de qualquer crédito em razão de uma relação negocial, não concluída. Uma relação de direito privado que só às partes dizem respeito.''

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