Maringá - O advogado Moisés Zanardi, que defende o ex-secretário de Fazenda de Maringá Luiz Antônio Paolicchi, contestou ontem a possibilidade de acareação entre seu cliente e o ex-prefeito Jairo Gianoto. A acareação foi sugerida após os interrogatórios do ex-prefeito e de Paolicchi, na segunda e terça-feira. Os dois deram declarações contraditórias no processo que apura o desvio de R$ 1,8 milhão da Prefeitura de Maringá.
Para Zanardi a acareação é uma ‘‘diligência improdutiva’’ no processo penal. ‘‘Nos meus 15 anos como advogado criminal nunca vi nenhuma surtir efeito’’, afirmou. A acareação está prevista no Código Penal e pode ser pedida pela defesa, acusação ou por ofício pelo próprio juiz criminal. ‘‘A doutrina e a jurisprudência desprezam a acareação pela falta de resultados’’, lembrou Zanardi.
Segundo o advogado, o ex-secretário tem provas documentais, baseadas principalmente em bilhetes escritos por Gianoto solicitando depósitos em contas-corrente particulares e de terceiros. ‘‘Estas provas constam do outro processo e já passaram inclusive por perícia’’, disse Zanardi.
Para o procurador da República, Natalício Claro da Silva, os documentos que originaram a denúncia são suficientes para provar os crimes de desvio de dinheiro, formação de quadrilha e sonegação fiscal.
O advogado de defesa do ex-prefeito de Maringá, Roosevelt Maurício Pereira, não quis se manifestar sobre as declarações do seu cliente.

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