A reportagem procurou ontem o casal Rosa Alice Valente e Meheidin Hussein Jenani na residência deles, no Jardim Champagnat (zona oeste), bairro de classe média de Londrina. Uma senhora que se identificou como mãe da assessora informou que a filha não conversaria com a imprensa porque se recuperava de uma cirurgia feita no dia anterior. Quanto a Jenani, ele não estaria em casa tampouco haveria um telefone para que comentasse o assunto.
O advogado de Janene, da esposa e do casal de assessores, Adolfo Góis, reclamou da busca no escritório político do parlamentar, local de trabalho de Rosa Alice e Jenani. ''Não há essa investigação no Supremo (Tribunal Federal) contra o deputado. Só foram levados computadores e documentos de lá por ordem e autorização dele, pois não responde pelos atos de seus funionários'', alegou.
Góis explicou que Meheidin e Rosa cumprem ''funções corriqueiras do dia-a-dia prifissional'' de Janene. Adiante, defendeu que nem eles ''sabem de onde surgiu essa investigação toda''.
Irritado contra o que considerou invasão de privacidade em documentos pessoais do ex-líder do PP e na família, o advogado informou ter tomado ainda ontem medidas judiciais no STF contra a Justiça Federal em Curitiba, que expediu os mandados, e a PF de Londrina. ''Tiveram uma conduta desastrosa, por isso pedimos ao Supremo que fosse totalmente nula essa investida da PF contra o gabinete. Ele tem foro privilegiado'', argumentou.
Entretanto, o pedido formulado pela defesa em habeas corpus que requeria liminar foi recusado e arquivado pelo ministro Cezar Peluso. (J.G.)

mockup