Advogado questiona flagra
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sexta-feira, 04 de maio de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> <br> Reportagem Local 
O advogado João dos Santos Gomes Filho questionou ontem uma das principais provas levantadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no caso da suposta tentativa de pagamento de propina ao vereador Amauri Cardoso (PSDB), para que o tucano votasse contra a abertura da CP da Centronic. Em referência ao vídeo divulgado quinta-feira pelo Gaeco, no qual aparece o empresário Ludovico Bonato entregando dinheiro a Amauri, o advogado questiona o flagra, que foi feito minutos depois, quando o dinheiro estava com o parlamentar. ''Flagrante, como a própria palavra diz, vem do ato. Por que o flagrante não foi feito no momento da entrega do dinheiro? Se o flagra foi combinado entre o vereador e o Gaeco, porque o Bonato não foi preso antes? Qual a justificativa legal para isso?'', questionou Filho.
O advogado defende dois dos cinco indiciados no caso por corrupção e formação de quadrilha: o chefe de Gabinete do prefeito Barbosa Neto (PDT), Rogério Lopes Ortega, e o ex-secretário de Governo Marco Cito. Ele também é advogado do próprio Barbosa Neto, que prestou depoimento ao Gaeco ao longo da investigação.
Ontem, o advogado também se recusou a concordar que, diante do vídeo, está derrubada a tese até então sustentada pelo prefeito, na qual, se o dinheiro foi apreendido com Amauri, não haveria provas de que foi Bonato quem chegou com os valores. ''Eu não vi todas as imagens. Mas a tese não cai'', resumiu o advogado. Segundo o prefeito, o PSDB, tradicional adversário, poderia ter feito uma ''armação''.
O defensor ainda criticou a Justiça por ainda não ter disponibilizado a ele a cópia do material coletado pelo Gaeco. ''Creio que segunda-feira eu terei tudo e não vou fugir de nada que esteja nos vídeos.''


