Advogado questiona base para preventiva
Sete dos dez presos durante a Operação Dallas foram colocados em liberdade entre a noite de domingo e a manhã de ontem. Permanecem presos apenas os dois envolvidos que se entregaram à PF na quinta-feira e o ex-superintentende da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) Daniel Lúcio Oliveira de Souza, que teve a prisão preventiva decretada pelo juiz federal de Paranaguá, Marcos Josegrei da Silva, no sábado.
A reportagem tentou contato com os advogados dos suspeitos. Apenas os representantes de Maria Alejandra Fortuny e de Souza se pronunciaram sobre o processo de seus clientes. O advogado Levi de Andrade, que representa Maria Alejandra, alega que houve um equívoco e não há provas concretas do envolvimento dela. ''Ela é advogada ambiental e elaborou alguns pareceres sobre a retirada dos resíduos do porto. Mas uma pessoa envolvida com desvio de milhões demonstraria alguma riqueza aparente. E os bens que ela possui não condizem com isso.''
Já o defensor de Souza, Francisco de Assis Monteiro Rocha, informou que, por enquanto, tem apenas analisado o teor das decisões judiciais e o material físico que faz parte do processo. O advogado estuda a viabilidade jurídica para entrar com um habeas corpus. Segundo ele, o pedido da prisão preventiva foi feito com base em fatos posteriores ao período em que Souza esteve à frente da administração do Porto, o que não teria relação direta com as denúncias da Operação Dallas.
Rocha não informou se Souza se disse inocente e explicou que esteve com o cliente uma vez ''mais para explicar a situação toda''.
A PF comentou o vazamento de trechos do processo para a imprensa. Se o material foi entregue por um policial federal, o ato configura crime e pode resultar na demissão do servidor da corporação. Já os representantes legais dos envolvidos assinaram um termo se comprometendo em preservar o sigilo das informações. A quebra desse sigilo é passível de punição, uma vez que todo o processo corre em segredo de Justiça. (M.R.M.)





