Advogado questiona as concessões
Para a Associação Brasileira de Advogados Criminalistas, um acordo de paz como o traçado e ordenado dentro da Casa de Custódia de Londrina (CCL) - e referente a comunidades rivais da Zona Oeste do município - precisa necessariamente observar que concessões podem ter sido feitas durante o seu transcorrer.
O presidente da entidade, Elias Mattar Assad, defende que todo acordo para cessar hostilidades ou pelo fim da violência é válido. Mesmo assim, destaca: ''Mas essa paz foi negociada em que condições? Com concessões ilícitas, ou dentro da legalidade e da moralidade? Se não foi assim, parabéns àqueles que a intermediaram. Seria mertório uma junção e esforços nessas condições '', defendeu. Para o advogado, isso se explica pelo fato de que nem sempre o fato de um criminoso estar preso significa que ele perdeu a liderança.
Na avaliação do presidente da subseção regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, José Carlos da Rocha, o pacto de paz firmado na CCL e intermediado por pessoas do poder público cria uma analogia à situação vivida em São Paulo, com o PCC, além de revelar a omissão da sociedade, dos governos e até da população com as classes mais pobres.
''Mas se é de dentro do presídio que sai a ordem de paz para a comunidade, abre-se um precedente perigoso'', analisa Rocha. Segundo o presidente da OAB local, isso seria como ''reconhecer poderes a um marginal. É assustador''. (J.G.)





